A
Companhia de Cimento Portland Itaú produziu seu primeiro saco de cimento em
no
processo de industrialização da região metropolitana de Belo Horizonte, foi
uma das
principais fornecedoras de cimento para a construção de Brasília.
Cimento Portland Itaú - Marco na história da indústria
Hoje, a sede da empresa está situada em Passos (MG), mas a segunda unidade do grupo foi instalada no dia 9 de julho de 1941, na Cidade Industrial, em Contagem, através de convênio assinado no Palácio da Liberdade entre o estado e a Companhia, que anos depois teria que deixar a cidade, já que suas atividades se tornaram incompatíveis com o crescimento populacional de seu entorno.
História
Originalmente, de acordo com o projeto inicial, a fábrica de Cimento Portland deveria ter sido construída no então povoado de São José da Lapa, na época um distrito de Lagoa Santa (MG), em uma área debaixo da jazida de calcário, razão pela qual a fábrica de Contagem é a única no mundo construída longe de uma jazida, tendo produzido seu primeiro saco de cimento no dia 31 de agosto de 1945.
De acordo com os arquivos da empresa, o engenheiro responsável pelos cálculos estruturais da construção da fábrica foi o baiano Manoel Batista de Andrade Silva, que foi aos Estados Unidos para supervisionar a construção dos equipamentos para a fábrica. O material foi fabricado por técnicos belgas e dinamarqueses, refugiados da 2ª Guerra e empregados da F. L. Smidth.
Embora sem comprovação, consta na história da construção da fábrica, que a mão de obra braçal era feita pelos detentos da então Penitenciária Agrícola de Neves, em razão da falta de mão de obra 'desqualificada’.
Na década de 60, a fábrica tornou-se uma das principais fornecedoras de cimento para a construção de Brasília. Sua produção era transportada através de um cabo aéreo, que servia para o transporte de calcário da pedreira de Carrancas, situada na Fazenda Nova Granja. Esse cabo percorria 28 quilômetros e era considerado um dos maiores, senão o maior da América do Sul. O transporte era feito através das caçambas, sob fios que, no percurso, se transpunham em vários estágios.
De acordo com os arquivos da empresa, o engenheiro responsável pelos cálculos estruturais da construção da fábrica foi o baiano Manoel Batista de Andrade Silva, que foi aos Estados Unidos para supervisionar a construção dos equipamentos para a fábrica. O material foi fabricado por técnicos belgas e dinamarqueses, refugiados da 2ª Guerra e empregados da F. L. Smidth.
Embora sem comprovação, consta na história da construção da fábrica, que a mão de obra braçal era feita pelos detentos da então Penitenciária Agrícola de Neves, em razão da falta de mão de obra 'desqualificada’.
Na década de 60, a fábrica tornou-se uma das principais fornecedoras de cimento para a construção de Brasília. Sua produção era transportada através de um cabo aéreo, que servia para o transporte de calcário da pedreira de Carrancas, situada na Fazenda Nova Granja. Esse cabo percorria 28 quilômetros e era considerado um dos maiores, senão o maior da América do Sul. O transporte era feito através das caçambas, sob fios que, no percurso, se transpunham em vários estágios.
Vila Itaú
Devido à carência de mão-de-obra especializada na região, os dirigentes da Itaú acabaram optando por construir uma vila operária, dentro do terreno da fábrica para garantir a presença dos operários indispensáveis ao trabalho durante as 24 horas do dia.
Com isto, Vila Operária chegou a possuir duzentas e quarenta casas. Sua infra-estrutura era completa e possuía clube, cinema, farmácia, armazém, capela, posto médico/dentário e cooperativa, além do Conjunto Musical Itaú, que animava os bailes, um time de futebol e a banda de música Sociedade Musical Itaú.
A partir daí, e com o surgimento de novas empresas na região, outras aglomerações habitacionais foram surgindo e, com elas, os problemas, tanto para a população, que não tinha boa qualidade de vida, como para a empresa, que passou a ser acusada de causar uma série de doenças, sobretudo as respiratórias.
Fechamento
Com isto, Vila Operária chegou a possuir duzentas e quarenta casas. Sua infra-estrutura era completa e possuía clube, cinema, farmácia, armazém, capela, posto médico/dentário e cooperativa, além do Conjunto Musical Itaú, que animava os bailes, um time de futebol e a banda de música Sociedade Musical Itaú.
A partir daí, e com o surgimento de novas empresas na região, outras aglomerações habitacionais foram surgindo e, com elas, os problemas, tanto para a população, que não tinha boa qualidade de vida, como para a empresa, que passou a ser acusada de causar uma série de doenças, sobretudo as respiratórias.
Fechamento
O processo de desativação da Fábrica tem explicações econômicas e ambientais. Alguns depoimentos reforçam que um dos motivos foi a obsolescência técnica do fabrico de cimento por via úmida, outros diziam que foi pela distância das jazidas, mas, oficialmente, o fechamento se deu por causa da poluição ambiental.
De 1988 até 1998, a Fábrica esteve fechada, sendo que na Vila, outrora borbulhante, permaneceram apenas onze famílias.
Em 1998, a Atrium Consultoria apresentou o projeto do "Itaú Power Center" que levou à demolição das edificações, em 15 de dezembro do mesmo ano, tendo-se, no entanto, preservado a memória da antiga Fábrica, com a manutenção das quatro chaminés e do prédio administrativo.e
caçambas sobre fios era sustentado por torres de concreto. Após o fechamento daDe 1988 até 1998, a Fábrica esteve fechada, sendo que na Vila, outrora borbulhante, permaneceram apenas onze famílias.
usina
essas estruturas permaneceram na paisagem como monumentos esquecidos.
Observá-las
nos leva à reflexão sobre como as atividades econômicas agem na configuração
das
cidades.
Local: Cento e Quatro

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